quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Armageddon (1998)

Dirigido por Michael Bay

Sinopse: Após uma chuva de pequenos meteoros que atingem a Terra (incluindo Nova York), a NASA se dá conta de que um asteróide do tamanho do Texas está em um curso de colisão com o nosso planeta. O asteróide se aproxima da Terra à uma velocidade 35.000km/h. e, se o choque acontecer, qualquer forma de vida deixará de existir na Terra, exatamente como o que exterminou os dinossauros 65 milhões de anos atrás. Restando apenas 18 dias para o choque entre a Terra e o asteróide, a única solução possível é enviar astronautas em um ônibus espacial até a superfície do asteróide e lá perfurar 800 pés para colocar um bomba nuclear, detonando-a por controle remoto. Para cumprir tal missão é convocado o mais famoso perfurador de petróleo (Bruce Willis) a grandes profundidades do mundo, que exige formar sua equipe com técnicos que têm um comportamento nada convencional para os padrões do governo.



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Armageddon é um daqueles filmes que aprendemos a gostar devido à insistência da tv aberta brasileira com suas intermináveis repetições de filmes. Lagoa Azul que o diga. O filme tem um início problemático devido ao entusiasmo de Michael Bay que nos dá uma atmosfera super agitada, somente para nos fazer sofrer com boa parte do filme, algo presente dos 25 até os 70%. O filme tem atores famosos que definitivamente não salvam o filme, mas que não chegam a afundar com ele, pelo menos não ao meu ver. 

Dos 25 até os 70% o longa não nos presenteia com nada, e dá sono. A tentativa de nos familiarizar com os personagens falha por diversas vezes, e mesmo assim o roteiro insiste na mesma receita. Eu ouso dizer aqui, correndo o risco de expor uma achologia tão crítica, de que os envolvidos no desenvolvimento do filme, acharam que os efeitos especiais, e possivelmente o desfecho, fariam de Armageddon um filme espetacular. Se for o caso, erraram FEIO A partir dos 70% temos a confirmação de que perdemos tempo nas partes anteriores, e que agora estamos numa zona "melhorzinha", que são os 30% finais, onde o roteiro pelo menos nos distrai, e aos poucos vai mesclando drama, que só então surte algum efeito, feito heroico que a parte anterior gigante e chata não conseguiu nos dar. 

Com o filme nos seus últimos suspiros, chegamos a conclusão de que é possível, embora incômodo, ignorarmos algumas falhas de Armageddon. Há quem goste do filme tendo-o como uma grande obra, mas sinceramente não posso vê-lo te tal forma, pois o mesmo estaciona na posição de quase razoável, embora não o inclua na minha lista de piores filmes.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Fenômenos Paranormais (2011) - Grave Encounters

Dirigido por The Vicious Brothers

Sinopse: Lance Preston (Sean Rogerson) e sua equipe do programa “Grave Encounters”, um reality show caça-fantasmas, decide gravar um episódio no interior de um hospital psiquiátrico abandonado, que tem fama de ser assombrado por espiritos de pacientes que viviam presos naquele local. Após entrarem no prédio, o grupo vai passar por uma série de experiências sobrenaturais. Mas fugir do local não será nada fácil, pois o tempo e o espaço estão fora de sincronia, e eles vivem um terrível pesadelo, que vai sendo registrado em suas câmeras.


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Found footage amá-lo ou odiá-lo? Acho que como todo sub-gênero cinematográfico, tem mãos que acertam, e mãos que erram... Tem gente que se agrada muito do estilo, e outras que não suportam. E tem ACHO àquelas que como eu, apenas esperam um bom resultado, antes de reclamarem do estilo.
Fenômenos Paranormais usa o estilo Found Footage, mas pelo menos aqui faz sentido, dá pra engolir o motivo de estarem filmando e de nunca desligarem as câmeras. É claro que nenhum outro filme fará estragos como Holocausto Canibal e Bruxa de Blair, no entanto eu gosto do gênero, acho-o útil e um caminho para socializar os gêneros suspense e terror na geração atual, que se identifica profundamente com tecnologia, e que tiram fotos e filmam quase todas as suas atividades. 

Dada a minha opinião sobre Found Footage, vou falar apenas do filme daqui para frente. O filme tenta nos proporcionar muitas coisas, mas só consegue atingir a maioria delas abusando de Jump Scenes, e pouco nos faz se importar com o lugar aonde estão, pois tais fenômenos poderiam ocorrer em outros lugares. Faltou riqueza, profundidade e talvez autoconfiança no desenvolvimento do roteiro, pois o filme se perde muitas vezes, e as atuações não convencem, mesmo para um found footage... O filme não é ruim por inteiro, vale a pena assistir para matar a curiosidade e talvez você possa até se agradar. Não espere despertar interesse por nenhum personagem, e nem espere "ação" no filme logo de início, tal coisa só começa a rolar lá pelos 30 e poucos minutos. No ápice do filme haverão sustos e pessoas desorientadas devido ao medo, e então os atores começam a fazer jus ao nível do filme, a obra passa a desagradar bastante, mas em terra de anos 2000 o filme ainda consegue se dar bem, não sendo tão mal resolvido como outros filmes da década.

Fenômenos Paranormais não está na minha lista de piores filmes, mas também não figura em listas de favoritos. Enfim, um filme razoável sobre lugares abandonados, e que nos faz lembrar de Bruxa de Blair e Casa da Colina. Tem o segundo filme da franquia, que ainda fala muito do primeiro, mas se tratando de Found Footage, talvez VHS 1 e 2 seja o mais bem resolvido das obras "recentes".

Plataforma do Medo (2004)

Dirigido por Christopher Smith

Sinopse: Após adormecer em uma estação do metrô de Londres, Kate (Franka Potente) termina ficando presa no local. Seu maior problema não é exatamente permanecer na estação durante a noite, mas sim ter que lidar com os mendigos e estupradores que rondam as estações da cidade. Para complicar ainda mais há a ameaça de algo que parece ser uma forma de vida.


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Alguns filmes marcam nossa vida, e esse marcou a minha por tê-lo visto numa ocasião especial, que acabou resultando em bons sustos, uns até inesquecíveis... Bom, dito que tal filme tem um significado emocional na minha "carreira" de cinéfilo, agora vamos falar sobre os pontos positivos e negativos do mesmo. Comecemos pelos negativos... o filme não é autoexplicativo, ele tenta, mas sugere muito mais do que afirma, nos deixando literalmente perdidos. Mas Plataforma do Medo não é um filme qualquer, e sua singularidade é seu grande trunfo, os defeitos que citei, são ironicamente parte de seus pontos positivos! Isso mesmo, o fato do curta manter segredos, e sugerir mais do que explicar, o torna um filme tenso com pegada forte, que embora não abuse tanto do gore no sentido mais usado no cinema, aborta um gore mais cotidiano, com  uso de ambientes, lugares e situações que nos enojam todos os dias. 

A história nos prende, não esconde seus defeitos, e até nos deixa com um gostinho de quero mais, mesmo que seja junto com o gosto de ter tido mais explicações sobre alguns desfechos. O filme acaba parecendo mais curto do que é, e rende bons sustos em alguns momentos, que seriam aumentados se a direção abusasse dos jump scenes coisa que não faz, ainda bem né? Não que eu seja um crítico ferrenho do estilo, mas parabenizo por não terem enchido Plataforma do Medo com tal coisa, que é comum em filmes com cenários muito escuros.

A fotografia do filme é honesta, assim como todo o resto, ele não chega a ser um filme brilhante, mas é interessante, e por ser curto, aqui enfatizo que digo isso não pela duração mas pela forma como foi utilizada tal duração, acaba sendo sem dúvidas um dvd obrigatório na coleção de um amante de suspense e terror. O filme é pouco conhecido, tendo chegado ao Brasil somente em vídeo, então corra para assistir, tire suas conclusões sobre os desfechos, e chame os amigos! Plataforma do Medo não decepciona, é honesto e gostoso de apreciar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

The Babadook (2014)

Dirigido por Jennifer Kent
Sinopse: Seis anos já se passaram desde a morte de seu marido, mas Amelia (Essie Davis) ainda não superou a trágica perda. Ela tem um filho pequeno, o rebelde Samuel (Noah Wiseman), e tem dificuldades para amá-lo. O garoto sonha diariamente com um monstro terrível e ao encontrar um livro chamado "The Babadok" reconhece imediatamente seu pesadelo. Certo de que Babadok deseja matá-lo, o menino começa a agir irracionalmente, para desespero de Amélia.



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Gosta de filmes que te fazem pensar? Gosta de filmes que te farão dar replay para tentar entender alguns desfechos? Gosta de levar bons sustos e dormir com aquele medinho? Então esse é o filme certo para você. The Babadook é um filme quase indescritível, a sensação que dá é que qualquer texto falando sobre o filme é pouco diante da grandeza do mesmo. O ambiente é super insano, a fotografia belíssima, o enredo de excelente entrega, e a trilha sonora abusa dos momentos de silêncio. 
Imaginemos o nosso medo de escuro, medo do monstro no armário, o medo que uma casa grande e vazia proporciona, nossa... realmente é difícil falar sobre esse filme. 

O filme é incrivelmente insano em sua execução, e seu final é igualmente insano. The Babadook começa misterioso, entrega mais mistérios se tornando um suspense enlouquecedor e por fim quase se transforma num horror clássico, mas de alguma forma se encerra como um excelente filme de suspense, e ouso dizer; suspense dramático.

Se não viu, corra pra ver, indique para os amigos, o filme é bom, quase não tem defeitos no roteiro, e as atuações não tão boas acabam se encaixando no padrão dramático do filme, que certamente fará você se confrontar com diferentes interpretações, e talvez te faça assistir novamente, desta vez em busca de respostas. O texto ficou pouco preciso, mas de fato é um desafio falar de The Babadook, é mais fácil assistir ao filme, e só então debater entre os amigos. Presença necessária na coleção de qualquer cinéfilo, facilmente um dos 15 melhores filmes de terror dos últimos 10 anos.

Chernobyl (2012)

Dirigido por Bradley Parker
Sinopse: Seis jovens turistas resolvem fazer um passeio turistico diferente para fugir da mesmice. Ignorando todos os avisos de perigo eles irão até a cidade de Pripyat, que há 25 anos atrás foi devastada pelo acidente nuclear de Chernobyl. Depois de uma volta pelo local eles percebem que seres estranhos estão acompanhando o grupo. Ao notar que não estão sozinhos coisas aterrorizantes acontecem.
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O acidente nuclear que mudou a história da união soviética, e quase devastou praticamente toda a Europa vai ver documentários sobre o acidente, pare de ficar só lendo textinhos sobre o acidente nuclear, a explosão seria muito mais poderosa mas foi evitada deixou Pripyat abandonada. Uma história real, rodeada por conspirações e creepypastas certamente daria um bom tema para um filme de terror não é mesmo? Pois é isso que pensou o diretor Parker, e o deu inspiração para o longa.
O filme não é cansativo, é divertido em certas partes, mas não é um filme que assusta tanto, embora mantenha uma razoável dose de suspense. 

Ponto positivo para uma pequena fuga do clichê: Viagem + amigos + lugar insano + sexo. O filme foge de tal clichê pois não era uma viagem, e sim uma simples visita, que acabou dando errado. O enredo não faz questão de nos afeiçoar aos personagens, e investe na tentativa de nos deixar tensos. Dos 65% de filme pra lá; já estamos acostumados ao clima, e talvez até começamos a esperar demais pelo filme. 
É nessa hora que puxamos o freio de mão, e respeitamos o filme, deixando-o na posição razoável que merece estar ou não na nossa coleção de dvds. 
O filme não é dos piores, em terra de anos 2000 Chernobyl é pra lá de razoável, evita clichês demais, e tenta nos apavorar, conseguindo em poucos momentos, mas no mínimo nos deixando satisfeitos em outros. 

Chame a namorada, fale sobre Chernobyl, mostre aquelas fotos loucas da internet para ela sobre o lugar, e divirta-se vendo o filme. Pode não representar muita coisa na sua vida de cinéfilo, mas também não te dexará com sentimento de tempo perdido, o tema é quase inédito, e a atmosfera do filme não é das mais absurdas, fazendo talvez com que no futuro mais produtoras tentem dar vida ao tema nas telonas. 

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

Dirigido por Christopher Nolan
Sinopse: Oito anos após a morte de Harvey Dent, a cidade de Gotham City está pacificada e não precisa mais do Batman. A situação faz com que Bruce Wayne (Christian Bale) se torne um homem recluso em sua mansão, convivendo apenas com o mordomo Alfred (Michael Caine). Um dia, em meio a uma festa realizada na Mansão Wayne, uma das garçonetes contratadas rouba um colar de grande valor sentimental. Trata-se de Selina Kyle (Anne Hathaway), uma esperta e habilidosa ladra que, apesar de flagrada por Bruce, consegue fugir. Curioso em descobrir quem é ela, Bruce retorna à caverna para usar os computadores que tanto lhe serviram quando vestia o manto do Homem-Morcego. Aos poucos começa a perceber indícios do surgimento de uma nova ameaça a Gotham City, personificada no brutamontes Bane (Tom Hardy). É o suficiente para que volte a ser o Batman, apesar dos problemas físicos decorrentes de suas atividades como super-herói ao longo dos anos.
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Depois do estrondoso sucesso de Batman: O Cavaleiro das Trevas, o Batman do Coringa maneirão que depois o ator morreu a expectativa tomou conta dos fãs do homem morcego retratado por Nolan. O clima sombrio, aliado a um Batman de decisões interessantes, e até mais "humano" do que o habitual, foi a receita simples e eficaz de manter os telespectadores vidrados no filme até o fim. Dito isso do filme anterior, o último filme da trilogia nos mostra como Gotham reagiu aos acontecimentos do final do segundo filme, é possível sentir a mão de Nolan tentando mesclar climas do filme, e com isso o filme vai entregando boas doses de "Será que vai rolar tal coisa? Caramba, interessante." mas aos poucos as frases vão encolhendo, diante de um roteiro que nos deixa um pouco fadigados pela tentativa de chamar nossa atenção, ao invés de nos presentear com uma quantidade significativa de conteúdo direto. Leia-se minha última frase da seguinte forma: O filme nos prepara para uma mudança muito significativa na vida de Bruce Wayne, uma ruptura dos últimos 10 anos de sua vida pós-morte de Harvey Dent, mas nos deixa órfãos no meio do processo, negligenciando todo o clima inicial, e nos deixando quase que magoados por tal abandono... 

O filme é bom, mas poderia ter sido melhor. Vi muitas críticas positivas sobre o filme na internet, mas minha opinião não é tão positiva. O ponto mais negativo do filme, ao meu ver, foi a trajetória da mudança ou "reativação" da motivação de Batman, acho que faltou mais recheio, e ficou um tanto quanto superficial para um filme deste porte. Destaque para a fotografia impecável, atuações convincentes, e cenários bem explorados. Algumas cenas que aparentemente buscavam nos tocar com um certo drama, podiam ter sido aprofundadas, pois realmente chegam a funcionar, e talvez degustaríamos muito bem um maior destaque para alguns personagens secundários clássicos no universo de Batman que aparecem no filme. Já o antagonista, Bene, é responsável por bons e maus momentos, mas que num equilíbrio total, acaba sendo um dos pontos bons do filme, embora não tenha preenchido com chave de ouro um "desafio" ao nível do Batman do filme anterior.

Gostou dos filmes anteriores? Veja toda a trilogia, vale a pena a diversão, impossível não agradar toda a família com esta trilogia que explorou muito bem alguns aspectos do herói, e que deixou outros a desejar, mas que mesmo assim facilmente irá figurar entre as maiores trilogias do cinema. E quer saber? Nolan poderia fazer até um quarto filme, eu como fã do morcego discordo do que ele disse que não havia mais nada a ser explorado sobre Batman, mas me contento e agradeço a este grande diretor por essa trilogia que nos traz muita diversão.