quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Armageddon (1998)

Dirigido por Michael Bay

Sinopse: Após uma chuva de pequenos meteoros que atingem a Terra (incluindo Nova York), a NASA se dá conta de que um asteróide do tamanho do Texas está em um curso de colisão com o nosso planeta. O asteróide se aproxima da Terra à uma velocidade 35.000km/h. e, se o choque acontecer, qualquer forma de vida deixará de existir na Terra, exatamente como o que exterminou os dinossauros 65 milhões de anos atrás. Restando apenas 18 dias para o choque entre a Terra e o asteróide, a única solução possível é enviar astronautas em um ônibus espacial até a superfície do asteróide e lá perfurar 800 pés para colocar um bomba nuclear, detonando-a por controle remoto. Para cumprir tal missão é convocado o mais famoso perfurador de petróleo (Bruce Willis) a grandes profundidades do mundo, que exige formar sua equipe com técnicos que têm um comportamento nada convencional para os padrões do governo.



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Armageddon é um daqueles filmes que aprendemos a gostar devido à insistência da tv aberta brasileira com suas intermináveis repetições de filmes. Lagoa Azul que o diga. O filme tem um início problemático devido ao entusiasmo de Michael Bay que nos dá uma atmosfera super agitada, somente para nos fazer sofrer com boa parte do filme, algo presente dos 25 até os 70%. O filme tem atores famosos que definitivamente não salvam o filme, mas que não chegam a afundar com ele, pelo menos não ao meu ver. 

Dos 25 até os 70% o longa não nos presenteia com nada, e dá sono. A tentativa de nos familiarizar com os personagens falha por diversas vezes, e mesmo assim o roteiro insiste na mesma receita. Eu ouso dizer aqui, correndo o risco de expor uma achologia tão crítica, de que os envolvidos no desenvolvimento do filme, acharam que os efeitos especiais, e possivelmente o desfecho, fariam de Armageddon um filme espetacular. Se for o caso, erraram FEIO A partir dos 70% temos a confirmação de que perdemos tempo nas partes anteriores, e que agora estamos numa zona "melhorzinha", que são os 30% finais, onde o roteiro pelo menos nos distrai, e aos poucos vai mesclando drama, que só então surte algum efeito, feito heroico que a parte anterior gigante e chata não conseguiu nos dar. 

Com o filme nos seus últimos suspiros, chegamos a conclusão de que é possível, embora incômodo, ignorarmos algumas falhas de Armageddon. Há quem goste do filme tendo-o como uma grande obra, mas sinceramente não posso vê-lo te tal forma, pois o mesmo estaciona na posição de quase razoável, embora não o inclua na minha lista de piores filmes.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Fenômenos Paranormais (2011) - Grave Encounters

Dirigido por The Vicious Brothers

Sinopse: Lance Preston (Sean Rogerson) e sua equipe do programa “Grave Encounters”, um reality show caça-fantasmas, decide gravar um episódio no interior de um hospital psiquiátrico abandonado, que tem fama de ser assombrado por espiritos de pacientes que viviam presos naquele local. Após entrarem no prédio, o grupo vai passar por uma série de experiências sobrenaturais. Mas fugir do local não será nada fácil, pois o tempo e o espaço estão fora de sincronia, e eles vivem um terrível pesadelo, que vai sendo registrado em suas câmeras.


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Found footage amá-lo ou odiá-lo? Acho que como todo sub-gênero cinematográfico, tem mãos que acertam, e mãos que erram... Tem gente que se agrada muito do estilo, e outras que não suportam. E tem ACHO àquelas que como eu, apenas esperam um bom resultado, antes de reclamarem do estilo.
Fenômenos Paranormais usa o estilo Found Footage, mas pelo menos aqui faz sentido, dá pra engolir o motivo de estarem filmando e de nunca desligarem as câmeras. É claro que nenhum outro filme fará estragos como Holocausto Canibal e Bruxa de Blair, no entanto eu gosto do gênero, acho-o útil e um caminho para socializar os gêneros suspense e terror na geração atual, que se identifica profundamente com tecnologia, e que tiram fotos e filmam quase todas as suas atividades. 

Dada a minha opinião sobre Found Footage, vou falar apenas do filme daqui para frente. O filme tenta nos proporcionar muitas coisas, mas só consegue atingir a maioria delas abusando de Jump Scenes, e pouco nos faz se importar com o lugar aonde estão, pois tais fenômenos poderiam ocorrer em outros lugares. Faltou riqueza, profundidade e talvez autoconfiança no desenvolvimento do roteiro, pois o filme se perde muitas vezes, e as atuações não convencem, mesmo para um found footage... O filme não é ruim por inteiro, vale a pena assistir para matar a curiosidade e talvez você possa até se agradar. Não espere despertar interesse por nenhum personagem, e nem espere "ação" no filme logo de início, tal coisa só começa a rolar lá pelos 30 e poucos minutos. No ápice do filme haverão sustos e pessoas desorientadas devido ao medo, e então os atores começam a fazer jus ao nível do filme, a obra passa a desagradar bastante, mas em terra de anos 2000 o filme ainda consegue se dar bem, não sendo tão mal resolvido como outros filmes da década.

Fenômenos Paranormais não está na minha lista de piores filmes, mas também não figura em listas de favoritos. Enfim, um filme razoável sobre lugares abandonados, e que nos faz lembrar de Bruxa de Blair e Casa da Colina. Tem o segundo filme da franquia, que ainda fala muito do primeiro, mas se tratando de Found Footage, talvez VHS 1 e 2 seja o mais bem resolvido das obras "recentes".

Plataforma do Medo (2004)

Dirigido por Christopher Smith

Sinopse: Após adormecer em uma estação do metrô de Londres, Kate (Franka Potente) termina ficando presa no local. Seu maior problema não é exatamente permanecer na estação durante a noite, mas sim ter que lidar com os mendigos e estupradores que rondam as estações da cidade. Para complicar ainda mais há a ameaça de algo que parece ser uma forma de vida.


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Alguns filmes marcam nossa vida, e esse marcou a minha por tê-lo visto numa ocasião especial, que acabou resultando em bons sustos, uns até inesquecíveis... Bom, dito que tal filme tem um significado emocional na minha "carreira" de cinéfilo, agora vamos falar sobre os pontos positivos e negativos do mesmo. Comecemos pelos negativos... o filme não é autoexplicativo, ele tenta, mas sugere muito mais do que afirma, nos deixando literalmente perdidos. Mas Plataforma do Medo não é um filme qualquer, e sua singularidade é seu grande trunfo, os defeitos que citei, são ironicamente parte de seus pontos positivos! Isso mesmo, o fato do curta manter segredos, e sugerir mais do que explicar, o torna um filme tenso com pegada forte, que embora não abuse tanto do gore no sentido mais usado no cinema, aborta um gore mais cotidiano, com  uso de ambientes, lugares e situações que nos enojam todos os dias. 

A história nos prende, não esconde seus defeitos, e até nos deixa com um gostinho de quero mais, mesmo que seja junto com o gosto de ter tido mais explicações sobre alguns desfechos. O filme acaba parecendo mais curto do que é, e rende bons sustos em alguns momentos, que seriam aumentados se a direção abusasse dos jump scenes coisa que não faz, ainda bem né? Não que eu seja um crítico ferrenho do estilo, mas parabenizo por não terem enchido Plataforma do Medo com tal coisa, que é comum em filmes com cenários muito escuros.

A fotografia do filme é honesta, assim como todo o resto, ele não chega a ser um filme brilhante, mas é interessante, e por ser curto, aqui enfatizo que digo isso não pela duração mas pela forma como foi utilizada tal duração, acaba sendo sem dúvidas um dvd obrigatório na coleção de um amante de suspense e terror. O filme é pouco conhecido, tendo chegado ao Brasil somente em vídeo, então corra para assistir, tire suas conclusões sobre os desfechos, e chame os amigos! Plataforma do Medo não decepciona, é honesto e gostoso de apreciar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

The Babadook (2014)

Dirigido por Jennifer Kent
Sinopse: Seis anos já se passaram desde a morte de seu marido, mas Amelia (Essie Davis) ainda não superou a trágica perda. Ela tem um filho pequeno, o rebelde Samuel (Noah Wiseman), e tem dificuldades para amá-lo. O garoto sonha diariamente com um monstro terrível e ao encontrar um livro chamado "The Babadok" reconhece imediatamente seu pesadelo. Certo de que Babadok deseja matá-lo, o menino começa a agir irracionalmente, para desespero de Amélia.



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Gosta de filmes que te fazem pensar? Gosta de filmes que te farão dar replay para tentar entender alguns desfechos? Gosta de levar bons sustos e dormir com aquele medinho? Então esse é o filme certo para você. The Babadook é um filme quase indescritível, a sensação que dá é que qualquer texto falando sobre o filme é pouco diante da grandeza do mesmo. O ambiente é super insano, a fotografia belíssima, o enredo de excelente entrega, e a trilha sonora abusa dos momentos de silêncio. 
Imaginemos o nosso medo de escuro, medo do monstro no armário, o medo que uma casa grande e vazia proporciona, nossa... realmente é difícil falar sobre esse filme. 

O filme é incrivelmente insano em sua execução, e seu final é igualmente insano. The Babadook começa misterioso, entrega mais mistérios se tornando um suspense enlouquecedor e por fim quase se transforma num horror clássico, mas de alguma forma se encerra como um excelente filme de suspense, e ouso dizer; suspense dramático.

Se não viu, corra pra ver, indique para os amigos, o filme é bom, quase não tem defeitos no roteiro, e as atuações não tão boas acabam se encaixando no padrão dramático do filme, que certamente fará você se confrontar com diferentes interpretações, e talvez te faça assistir novamente, desta vez em busca de respostas. O texto ficou pouco preciso, mas de fato é um desafio falar de The Babadook, é mais fácil assistir ao filme, e só então debater entre os amigos. Presença necessária na coleção de qualquer cinéfilo, facilmente um dos 15 melhores filmes de terror dos últimos 10 anos.

Chernobyl (2012)

Dirigido por Bradley Parker
Sinopse: Seis jovens turistas resolvem fazer um passeio turistico diferente para fugir da mesmice. Ignorando todos os avisos de perigo eles irão até a cidade de Pripyat, que há 25 anos atrás foi devastada pelo acidente nuclear de Chernobyl. Depois de uma volta pelo local eles percebem que seres estranhos estão acompanhando o grupo. Ao notar que não estão sozinhos coisas aterrorizantes acontecem.
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O acidente nuclear que mudou a história da união soviética, e quase devastou praticamente toda a Europa vai ver documentários sobre o acidente, pare de ficar só lendo textinhos sobre o acidente nuclear, a explosão seria muito mais poderosa mas foi evitada deixou Pripyat abandonada. Uma história real, rodeada por conspirações e creepypastas certamente daria um bom tema para um filme de terror não é mesmo? Pois é isso que pensou o diretor Parker, e o deu inspiração para o longa.
O filme não é cansativo, é divertido em certas partes, mas não é um filme que assusta tanto, embora mantenha uma razoável dose de suspense. 

Ponto positivo para uma pequena fuga do clichê: Viagem + amigos + lugar insano + sexo. O filme foge de tal clichê pois não era uma viagem, e sim uma simples visita, que acabou dando errado. O enredo não faz questão de nos afeiçoar aos personagens, e investe na tentativa de nos deixar tensos. Dos 65% de filme pra lá; já estamos acostumados ao clima, e talvez até começamos a esperar demais pelo filme. 
É nessa hora que puxamos o freio de mão, e respeitamos o filme, deixando-o na posição razoável que merece estar ou não na nossa coleção de dvds. 
O filme não é dos piores, em terra de anos 2000 Chernobyl é pra lá de razoável, evita clichês demais, e tenta nos apavorar, conseguindo em poucos momentos, mas no mínimo nos deixando satisfeitos em outros. 

Chame a namorada, fale sobre Chernobyl, mostre aquelas fotos loucas da internet para ela sobre o lugar, e divirta-se vendo o filme. Pode não representar muita coisa na sua vida de cinéfilo, mas também não te dexará com sentimento de tempo perdido, o tema é quase inédito, e a atmosfera do filme não é das mais absurdas, fazendo talvez com que no futuro mais produtoras tentem dar vida ao tema nas telonas. 

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

Dirigido por Christopher Nolan
Sinopse: Oito anos após a morte de Harvey Dent, a cidade de Gotham City está pacificada e não precisa mais do Batman. A situação faz com que Bruce Wayne (Christian Bale) se torne um homem recluso em sua mansão, convivendo apenas com o mordomo Alfred (Michael Caine). Um dia, em meio a uma festa realizada na Mansão Wayne, uma das garçonetes contratadas rouba um colar de grande valor sentimental. Trata-se de Selina Kyle (Anne Hathaway), uma esperta e habilidosa ladra que, apesar de flagrada por Bruce, consegue fugir. Curioso em descobrir quem é ela, Bruce retorna à caverna para usar os computadores que tanto lhe serviram quando vestia o manto do Homem-Morcego. Aos poucos começa a perceber indícios do surgimento de uma nova ameaça a Gotham City, personificada no brutamontes Bane (Tom Hardy). É o suficiente para que volte a ser o Batman, apesar dos problemas físicos decorrentes de suas atividades como super-herói ao longo dos anos.
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Depois do estrondoso sucesso de Batman: O Cavaleiro das Trevas, o Batman do Coringa maneirão que depois o ator morreu a expectativa tomou conta dos fãs do homem morcego retratado por Nolan. O clima sombrio, aliado a um Batman de decisões interessantes, e até mais "humano" do que o habitual, foi a receita simples e eficaz de manter os telespectadores vidrados no filme até o fim. Dito isso do filme anterior, o último filme da trilogia nos mostra como Gotham reagiu aos acontecimentos do final do segundo filme, é possível sentir a mão de Nolan tentando mesclar climas do filme, e com isso o filme vai entregando boas doses de "Será que vai rolar tal coisa? Caramba, interessante." mas aos poucos as frases vão encolhendo, diante de um roteiro que nos deixa um pouco fadigados pela tentativa de chamar nossa atenção, ao invés de nos presentear com uma quantidade significativa de conteúdo direto. Leia-se minha última frase da seguinte forma: O filme nos prepara para uma mudança muito significativa na vida de Bruce Wayne, uma ruptura dos últimos 10 anos de sua vida pós-morte de Harvey Dent, mas nos deixa órfãos no meio do processo, negligenciando todo o clima inicial, e nos deixando quase que magoados por tal abandono... 

O filme é bom, mas poderia ter sido melhor. Vi muitas críticas positivas sobre o filme na internet, mas minha opinião não é tão positiva. O ponto mais negativo do filme, ao meu ver, foi a trajetória da mudança ou "reativação" da motivação de Batman, acho que faltou mais recheio, e ficou um tanto quanto superficial para um filme deste porte. Destaque para a fotografia impecável, atuações convincentes, e cenários bem explorados. Algumas cenas que aparentemente buscavam nos tocar com um certo drama, podiam ter sido aprofundadas, pois realmente chegam a funcionar, e talvez degustaríamos muito bem um maior destaque para alguns personagens secundários clássicos no universo de Batman que aparecem no filme. Já o antagonista, Bene, é responsável por bons e maus momentos, mas que num equilíbrio total, acaba sendo um dos pontos bons do filme, embora não tenha preenchido com chave de ouro um "desafio" ao nível do Batman do filme anterior.

Gostou dos filmes anteriores? Veja toda a trilogia, vale a pena a diversão, impossível não agradar toda a família com esta trilogia que explorou muito bem alguns aspectos do herói, e que deixou outros a desejar, mas que mesmo assim facilmente irá figurar entre as maiores trilogias do cinema. E quer saber? Nolan poderia fazer até um quarto filme, eu como fã do morcego discordo do que ele disse que não havia mais nada a ser explorado sobre Batman, mas me contento e agradeço a este grande diretor por essa trilogia que nos traz muita diversão.  


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Late Phases (2014)

Dirigido por Adrián García Bogliano
Sinopse: Crescent Bay não é o lugar ideal para alguém passar seus anos dourados, especialmente desde que a outrora idílica comunidade foi atingida por uma série de ataques mortais de animais vindos da ameaçadora floresta ao redor. Quando o veterano de guerra Ambrose McKinley é forçado a se mudar para o local com seu filho, Will, os residentes imediatamente se ofendem com a personalidade mordaz de Ambrose. Mas essa atitude impiedosa pode ser justamente o que Ambrose precisa para sobreviver.
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Pra mim, que sou apaixonado por lobisomens, este filme é a melhor obra do gênero dos últimos anos. Eu ainda considero Anjos da Noite como o mais fiel na imagem dos lobisomens, mas Late Phases é um filme de horror, não de ação como é Anjos da Noite, por isso Late Phases vence na representação dos lobisomens! Animação pessoal à parte, Late Phases é uma obra que nos presenteia com o lobisomem que nos acostumamos na década de 80, e também nos clássicos de terror. Com boa dose de suspense, fotografia belíssima, e a ausência de lobisomens digitais ou aqueles lobos grandes que andam ao lado de vampiros que brilham, Lates Phases invade sua sala sem pedir licença, te deixa refletindo sobre velhice, relacionamento familiar, te deixa familiarizado com aqueles filmes de cidade pequena onde os policiais são idiotas, e claro te dá o bom e velho lobisomem, assassino, sedento por violência! 

O filme poderia ter um roteiro mais esperto, às vezes nos sentimos enfadados, talvez um reflexo do cinema de suspense atual que não possui blocos de suspense por cenas maiores que três, quatro minutos... mas o filme agrada, talvez mais os amantes dos lobisomens do que os amantes do terror/suspense, mas Late Phases está muito longe de ser um filme ruim, mesmo também não sendo uma grande obra, a não ser que como eu você seja amante dos lobisomens. 

Destaque para todo o clima que o filme nos dá, que realmente nos faz vibrar com o velho rabugento Ambrose, e zarparmos junto a ele para resolvermos os mistérios do lugar. Vale a pena lembrar que embora eu tenha feito várias colocações quanto ao filme agradar muito mais fãs de lobisomens do que de terror em geral, o filme também tem uma pegada muito dramática, e isso o torna uma obra com conteúdo e de boa leitura, não tentando forçar a barra para nos assustar o tempo todo.
Prepare a pipoca, chame os amigos, e assista o filme de noite!  

A Origem (2010)

Dirigido por Christopher Nolan
Sinopse: Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.
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Filmaço daqueles que nos faz amar o impossível, A Origem é um filme muito interessante, capaz de agradar toda sua família até sua sogra naquele almoço de domingo. Com uma pegada forte sobre a mente humana, o filme tem fotografia belíssima, atuações muito convincentes, e uma grande mensagem sobre como nossos segredos podem nos assustar, e encalhar nossa vida. 
Como nada é totalmente perfeito, o filme peca em não nos deixar tão familiarizados com o seu universo, quando ele está em seus 20% temos a impressão de que o filme é baseado em outra obra, ou uma sequência, devido a escassez de informação, e um roteiro que nos entrega muita coisa pra digerir.

As más línguas dirão que é proposital, mas depois dos 20% o filme mostra conexões bem complexas, tornando-as possíveis de se entender. O que não é tão gostoso de digerir é a correria inicial, como eu disse antes, que me deu a impressão que o roteiro desejava correr logo para o ápice do filme, que de fato surpreende e é muito bom. Uma vez apresentado o grande desafio dos protagonistas, o filme se estabiliza e a partir de então não nos faz querer levantar da cadeira nem por um segundo. A Origem superará suas expectativas quanto a tudo que você pensa sobre sonhos, e deixará um gostinho de quero mais quando a tela escurecer e as letrinhas subirem.

Ignore alguns momentos que tentam ser engraçados no filme e falham, ignore o exagero e falta de sedução que alguns cenários nos trazem, e aproveite os pontos positivos do filme, que são maioria. A Origem merece estar na sua coleção, assim como Di Caprio merece um oscar.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Sinister (2012)

Dirigido por Scott Derrickson
Sinopse: Ellison (Ethan Hawke) é um escritor de romances policias que acaba de se mudar com a família. No sótão da nova casa ele descobre antigos rolos de filme, que trazem imagens de pessoas sendo mortas. Intrigado com o que elas representam e com um estranho símbolo presente nas imagens, ele e sua família logo passam a correr sério risco de morte.


Um suspense muito interessante, sustos na medida certa, e um desfecho arrebatador. A Entidade foge de clichês, mas também não inova, é como o bom e velho arroz e feijão, está ali esperando para cumprir seu papel, trazendo a segurança de algo que dá certo. O suspense é interessante na medida que vemos a maior parte do filme sobre a perspectiva de apenas um membro da família. Ao contrário de muitas críticas nacionais, não vi no filme a intenção de nos emocionar com tema de família ou algo assim, pra mim está tudo ali, coexistindo para o mesmo objetivo, tentando ser um filme de suspense/terror, e só. 

Não tem o glamour de uma lasanha, nem a glória de uma feijoada, mas seu arroz é bem preparado, assim como seu feijão, deixando nas mãos do telespectador a crítica para cenas bobas, e a pobreza da história. O roteiro parece ter sido encurtado, e os atores fizeram questão de mostrar que estavam num filme de terror, ao invés de interpretarem seus personagens que por acaso sofreriam com o sobrenatural, tornando suas expressões pouco convincentes, e falhando, caso existisse um interesse, em nos fazer se afeiçoar à família. 

Quando atinge seu final, A Entidade como qualquer filme de suspense, tenta satisfazer nossa espera e avaliações primárias, mas entrega sugestões demais para se entender o desfecho, e até deixa a sensação de ter sido curto. Acredito que levar sustos durante o filme não seja o mesmo que ficar com medo do mesmo após seu término, por isso considero A Entidade um filme bem assustador por nos provocar a frase: "E se fosse comigo?"
Filme bom, apesar da simplicidade da história ou da apresentação dos fatos desta.

Good Night Mommy (2014/2015)


Dirigido por Severin Fiala & Veronika Franz
Sinopse: No calor do verão, em uma casa isolada no campo, entre bosques e campos de milho. Dois irmãos gêmeos de dez anos de idade, esperam por sua mãe. Quando ela volta, com a cabeça envolta em ataduras após a cirurgia plástica, nada é como era antes. Distante, ela fecha a família do mundo exterior. Começando a duvidar que esta mulher é mesmo sua mãe, os meninos estão determinados a encontrar a verdade a qualquer custo.

Trailer
Um filme repleto de tensão! Sabe aquelas tomadas de cenas que nos deixam sem fôlego em filmes épicos? Então, este filme abusa da beleza do cenário, nos deixando apaixonados pela vida no campo, onde o verde torna tudo mais bonito e vivo. A interpretação dos personagens é convincente, e é difícil não se simpatizar com os gêmeos. Há também um uso excessivo de silêncio nas cenas, que sem qualquer acompanhamento musical, faz-nos recíprocos aos eventos na tela, que afinal estão ali para mexer com nossos nervos, e não para nos encantar.

Nos primeiros 30% de filme nos sentimos intimidados e até ficamos com medo apreensivos esperando o que está por vir, e o filme segue com essa temática até seus 70%, quando então começa a exibir alguns defeitos, totalmente perdoáveis, mas incômodos... Good Night Mommy provoca demais, mas não entrega tudo isso em sua fase final. O grande mistério do filme passa a se tornar óbvio, antes que o enredo tente revelá-lo, e quando o faz, nada mais é surpresa, claro; desde que você tenha realmente prestado atenção no filme. 

Poderia ter mantido mais suspense até o fim, afinal é a grande dádiva da obra, pois seu desfecho, repito, se torna bem previsível a partir dos 70%.
Já com a trama se dirigindo para o final, o filme ainda nos dá bons momentos. Good Night não deixa um gostinho explícito de quero mais, mas não decepciona no sabor, e pode até figurar entre os melhores de 2015. 
Filme indispensável para quem anda reclamando dos últimos longas de suspense e terror, porque esse aqui cumpre bem seu papel na maior parte de sua reprodução. Chame os amigos, aproveite que o filme ainda está fresco, e vá estudar para o Enem se divertir! 

Tears of the Sun (2003)

Dirigido por Antoine Fuqua
Sinopse: A.K. Waters (Bruce Willis) é um dedicado e fiel tenente da Marinha, que recebe como missão ir até as selvas da Nigéria e resgatar a médica missionária Lena Hendricks (Monica Bellucci). Ao chegar ao local com sua unidade, Water precisa lidar com a imposição feita pela doutora: ou é levada juntamente a outros 70 refugiados de guerra, que seriam deixados na fronteira com Camarões, ou ficará onde está. Em dúvida entre cumprir sua missão e prestar ajuda humanitária aos refugiados, Waters decide atender ao apelo de Hendricks e levá-los com sua unidade. Porém logo a Marinha descobre que entre os refugiados está um homem procurado pela milícia rebelde nigeriana, o que põe toda a missão em perigo.


Um filme de ação que mostra a crueldade que uma guerra civil pode alcançar.
É um filme razoável, entrega o que promete, e para quem se deixar seduzir, ele parecerá até pequeno. Explosões mal feitas aqui e ali, cenas inúteis num filme que já demonstra ser curto a partir dos seus 70% de reprodução, e que deixa a sensação de que os atores estavam pouco se lixando... sendo difícil digerir as cenas e as expressões dos personagens em alguns momentos. 


Mesmo com todos os poréns, o filme está longe de ser descartado como diversão para um fim de semana, ele mantém relativa aceitação nas mídias brasileiras, e de fato não nos faz querer desligar o vídeo. Vale a pena conferir, só não espere demais, apenas se entregue à mensagem do filme, que retrata o lado da guerra que muitas vezes ignoramos. Antoine Fuqua poderia ter dado mais tensão ao filme, deixando os combates armados em segundo plano. Esse é daqueles filmes que não corremos para assistir por uma segunda vez tão cedo, tampouco doamos o DVD, já que Lágrimas do Sol embora seja falho, é uma rara mistura de guerra, drama e ação. 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

King Arthur (2004)

Dirigido por Antoine Fuqua
Sinopse: Arthur (Clive Owen) é um líder relutante, que deseja deixar a Bretanha e retornar a Roma para viver em paz. Porém, antes que possa realizar esta viagem, ele parte em missão ao lado dos Cavaleiros da Távola Redonda, formado por Lancelot (Ioan Gruffudd), Galahad (Hugh Dancy), Bors (Ray Winstone), Tristan (Mads Mikkelsen) e Gawain (Joel Edgerton). Nesta missão Arthur toma consciência de que, quando Roma cair, a Bretanha precisará de alguém que guie a ilha aos novos tempos e a defenda das ameaças externas. Com a orientação de Merlin (Stephen Dillane) e o apoio da corajosa Guinevere (Keira Knightley) ao seu lado, Arthur decide permanecer no país para liderá-lo.

Esse filme divide opiniões, de fato é preciso considerar como apreciá-lo, porque do ponto de vista da lenda, ele passa longe do Arthur que conhecemos, porém apreciá-lo como um bom filme épico não é má ideia. Como já devem perceber, não gosto de rótulos como bom/ruim para definir filmes, sempre procuro ver todos os lados da obra, afinal um filme pode ser horrível para 30 mil pessoas, e maravilhoso para outros 20 mil, por isso a análise precisa ser justa, e mais que isso; a análise precisa ser fiel ao filme, e não subjetiva, então vamos ao filme! 

Cenários belíssimos, um clima que nos faz querer sair correndo para jogar RPG, e um roteiro até razoável. Rei Arthur poderia ter sido menos odiado se tivesse outro nome, se passando como qualquer guerra de mesma época, o nome do filme é um peso esmagador, mas também um trunfo, visto que a curiosidade também impulsiona o mercado cinematográfico. Eu não vi problema na apresentação da história como muitos viram, e até achei mais legal expor de tal forma a lenda, já que fatalmente seria sofrível ver poderes mágicos, mas essa é minha opinião pessoal sobre a apresentação da história. Achei que as cenas de batalhas ficaram devendo, sem falar dos protagonistas padrão Chuck Norris, o drama não colou, a apresentação do Arthur como um herói não convenceu também, embora isso não desmereça o personagem, mas não o fixa na mente como um grande personagem, lembremos que o filme leva seu nome, e sugere a lenda conhecida, portanto o rei Arthur apresentado foi um Leônidas de Esparta com menos músculos e mais educado. 

O filme não cansa, embora também não deixe um gostinho de quero mais. Poderia ser maior, não porque merece, mas para que pudesse tentar nos fazer amar o rei protagonista. Stellan Skarsgard desempenha um antagonista interessante, transmitindo mais emoções por expressões faciais do que com suas falas. Respeitando os limites do filme, Rei Arthur é uma obra bonita, pode não entrar na sua lista favorita, mas proporcionará aquela sensação gostosa de filmes épicos em geral, e se você deixar de lado a distância do filme para a lenda, poderá até gostar da obra, como eu e muitas outras pessoas gostaram. Ah sim, tem Merlin no filme, e também Excalibur, nem tudo está perdido gafanhoto, abra o pacote de biscoito bolacha e assista sem grandes expectativas, que não sejam relacionadas com espadas, machados, flechas... 

Saving Private Ryan (1998)


Dirigido por Steven Spielberg
Sinopse: Ao desembarcar na Normandia, no dia 6 de junho de 1944, capitão Miller (Tom Hanks) recebe a missão de comandar um grupo do segundo batalhão para o resgate do soldado James Ryan, caçula de quatro irmãos, dentre os quais três morreram em combate. Por ordens do chefe George C. Marshall, eles precisam procurar o soldado e garantir o seu retorno, com vida, para casa.

Super clássico, é considerado por muitos como um dos maiores filmes de guerra já feito, o que se pode ter certeza é que O Resgate do Soldado Ryan é um filme de guerra americano sem um protagonista over power. Aqui o drama acompanha os soldados em busca de uma missão impensável, que ao contrário do que dizem só é verdadeira até certo ponto. Não entrarei em detalhes devido aos inevitáveis spoilers, mas basta uma rápida pesquisa na internet para entender onde começa, e onde termina os fatos reais do filme.
Não se assuste com Matt Damon na capa, o personagem dele não chega nem aos pés do exagero de Jason Bourne e suas façanhas pra lá de over power. O filme começa com muita agitação, é quase impossível não se apegar ao longa logo nos 10 minutos iniciais. Há pontos altos e baixos no filme, diálogos excelentes, e também momentos que poderiam ser descartados. A fotografia é magnífica e já com seus 40 minutos de reprodução, conseguimos nos sentir em plena segunda guerra. A sensação seria aumentada se a produção oferecesse mais tomadas panorâmicas, ao invés de cenas fechadas nos atores, o que nos dá a sensação de cenário limitado, e tira o foco de transmitir a sensação da guerra. 

Como havia dito, não há o típico herói americano aqui, que consegue destruir um avião com um canivete, o sangue é apresentado na medida certa, e a atitude dos soldados é bem convincente, já que por vezes vemos o desespero superando a razão, nos dando um pouco da noção do que acontece com a mente humana num campo de batalha, e deixando de lado de vez a fantasia dos super soldados como Rambo, e muitos outros. 
Um ótimo filme para ver ou rever num encontro com amigos, O Resgate do Soldado Ryan é equilibrado no suspense, drama e ação, pecando em não ser sublime em nenhum deles, mas exercendo razoável apresentação em cada um. Um elenco muito bom com atuações instáveis, devido ao roteiro que parece ter sido alongado, para que o filme ficasse maior. 

Quem não viu, veja. O Resgate do Soldado Ryan é presença obrigatória entre as primeiras posições da maioria das listas de grandes filmes, sendo de guerra ou não.

The Dyatlov Pass Incident (2013)

Dirigido por Renny Harlin
Sinopse: Cinco estudantes norte-americanos viajam para Passagem de Dyatlov em busca de respostas sobre os eventos ocorridos na década de 1950, quando nove esquiadores russos morreram inexplicavelmente. Gravando um documentário, eles percorrem a trilha amaldiçoada dos Montes Urais e logo começam a desconfiar que não estão sozinhos no local.

Imagine o almoço de domingo na casa de sua avó, são 11:40 da manhã e o cheiro do frango no tempero especial está confundindo seus sentidos, mas aí sua tia chega e como filha dedicada; vai dar uma mãozinha para sua avó, e resolve fazer o arroz... Agora você terá de encarar aquele arroz unidos venceremos e tentar usar o sabor do frango especial da vovó para salvar o dia.
Bom, é exatamente isso que acontece em The Dyatlov Pass Incident.

O filme poderia ter se tornado uma febre mundo afora, graças à história real de 1950. O problema é que o filme perde muito tempo tentando fazer com que gostemos dos personagens, que são bobos e normais, talvez seduziriam algum público nos anos 90, mas não atualmente. O molho começa a ferver e dar sabor ao frango, e lá da sua cadeira você pensa "Agora o filme vai engrenar!"
Mas quem disse que o almoço de domingo sai cedo? É necessário arrumar a mesa e preparar o suco, e nesse ritmo de "quase lá" The Dyatlov Pass Incident vai chegando aos seus 65% de filme, e passa a exigir que esqueçamos os personagens, não lembro de nenhum, para nos dedicarmos ao desfecho da história.

O belo frango vem a mesa, e enquanto desfrutamos do sentido da visão esperando o paladar entrar em ação, eis uma surpresa... Que rufem os tambores. O filme nos golpeia com tanta informação, que fica claro o tempo perdido nos 40 minutos iniciais, é informação, cenas com acontecimentos que requerem atenção total na tela, mais informação, e quando pensamos em desfrutar finalmente do paladar, a titia chega com a travessa do arroz empapado... um minuto de silêncio.

É, nem tudo é perfeito, mas quase nada é tão imperfeitamente mal planejado do que a entrega do mistério desse filme. Assistir The Dyatlov Pass Incident é realmente como comer o frango da vovó tendo de engolir junto o arroz horrível da sua tia. O filme tem bons momentos, superados por muita informação jogada na tela, onde a tensão se perde na necessidade de tentar degustar tudo isso num mesmo ritmo. O filme não é ruim pegadinha do malandro, só é mal feito, uns ajustes no roteiro, e tudo ficaria 100%, vale a pena assistir porque a história de 1950 é real, e tem várias teorias pelo mundo afora, só não espere demais do filme, ou do desfecho, do contrário você será decepcionado, coma o frango devagar, e ponha farinha no arroz empapado, talvez consiga não só engolir, mas apreciar.