terça-feira, 4 de agosto de 2015

King Arthur (2004)

Dirigido por Antoine Fuqua
Sinopse: Arthur (Clive Owen) é um líder relutante, que deseja deixar a Bretanha e retornar a Roma para viver em paz. Porém, antes que possa realizar esta viagem, ele parte em missão ao lado dos Cavaleiros da Távola Redonda, formado por Lancelot (Ioan Gruffudd), Galahad (Hugh Dancy), Bors (Ray Winstone), Tristan (Mads Mikkelsen) e Gawain (Joel Edgerton). Nesta missão Arthur toma consciência de que, quando Roma cair, a Bretanha precisará de alguém que guie a ilha aos novos tempos e a defenda das ameaças externas. Com a orientação de Merlin (Stephen Dillane) e o apoio da corajosa Guinevere (Keira Knightley) ao seu lado, Arthur decide permanecer no país para liderá-lo.

Esse filme divide opiniões, de fato é preciso considerar como apreciá-lo, porque do ponto de vista da lenda, ele passa longe do Arthur que conhecemos, porém apreciá-lo como um bom filme épico não é má ideia. Como já devem perceber, não gosto de rótulos como bom/ruim para definir filmes, sempre procuro ver todos os lados da obra, afinal um filme pode ser horrível para 30 mil pessoas, e maravilhoso para outros 20 mil, por isso a análise precisa ser justa, e mais que isso; a análise precisa ser fiel ao filme, e não subjetiva, então vamos ao filme! 

Cenários belíssimos, um clima que nos faz querer sair correndo para jogar RPG, e um roteiro até razoável. Rei Arthur poderia ter sido menos odiado se tivesse outro nome, se passando como qualquer guerra de mesma época, o nome do filme é um peso esmagador, mas também um trunfo, visto que a curiosidade também impulsiona o mercado cinematográfico. Eu não vi problema na apresentação da história como muitos viram, e até achei mais legal expor de tal forma a lenda, já que fatalmente seria sofrível ver poderes mágicos, mas essa é minha opinião pessoal sobre a apresentação da história. Achei que as cenas de batalhas ficaram devendo, sem falar dos protagonistas padrão Chuck Norris, o drama não colou, a apresentação do Arthur como um herói não convenceu também, embora isso não desmereça o personagem, mas não o fixa na mente como um grande personagem, lembremos que o filme leva seu nome, e sugere a lenda conhecida, portanto o rei Arthur apresentado foi um Leônidas de Esparta com menos músculos e mais educado. 

O filme não cansa, embora também não deixe um gostinho de quero mais. Poderia ser maior, não porque merece, mas para que pudesse tentar nos fazer amar o rei protagonista. Stellan Skarsgard desempenha um antagonista interessante, transmitindo mais emoções por expressões faciais do que com suas falas. Respeitando os limites do filme, Rei Arthur é uma obra bonita, pode não entrar na sua lista favorita, mas proporcionará aquela sensação gostosa de filmes épicos em geral, e se você deixar de lado a distância do filme para a lenda, poderá até gostar da obra, como eu e muitas outras pessoas gostaram. Ah sim, tem Merlin no filme, e também Excalibur, nem tudo está perdido gafanhoto, abra o pacote de biscoito bolacha e assista sem grandes expectativas, que não sejam relacionadas com espadas, machados, flechas... 

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