domingo, 20 de março de 2016

Mangá: Claymore

criado por Norihiro Yagi
   Sinopse: A história se passa em um mundo fictício semelhante à era medieval europeia, que consiste num único continente dividido em 47 regiões. Nesse mundo, seres-humanos coexistem com criaturas chamadas Youma, monstros que se alimentam de vísceras humanas. Youmas são capazes de adquirir a forma de suas vítimas, absorvendo as memórias e personalidade de sua presa, permitindo que eles enganem amigos e familiares e se infiltrem nas vilas para se alimentar sem levantar suspeitas para si. Devido à situação, uma organização sem nome e altamente secreta criou uma ordem de guerreiras modificadas com o objetivo de proteger os humanos. Estas vieram a ser chamadas popularmente de Claymores, devido as imensas espadas claymore que portam. Comumente, as vilas sob ataque de Youmas contratam seus serviços para eliminar as criaturas.



   Claymore é aquela obra que basta lermos um capítulo e já era, já estamos colocando wallpaper da obra no nosso pc. Cheio de mulheres lindas e poderosas, o mangá deixa de lado o protagonismo masculino que predomina nas obras de animes/mangás/HQ´s em geral. A história tem um ritmo suave, sem muitas questões sobre o que pensar e nos entregando a mesma quantidade de informações que o personagem absorve, o que é muito legal e nos deixa mais empolgados. A trama gira em torno de Claire que sentiu ainda criança o inferno causado pelos Youmas, ela é salva por uma Claymore, a número 1 de sua época, Teresa do Sorriso Aparente. Cada guerreira recebe um número que em teoria é referência a sua força, e são divididas pelas 47 áreas do continente, a mais fraca é a número 47 e a mais forte é a número 1, sendo que dependendo da guerreira a diferença de uma guerreira de dígito único pode ser imensa mesmo para a mais próxima de seu número. Acompanhamos Claire como uma poderosa Claymore que acaba acolhendo, inicialmente contra a sua vontade, Raki, um jovem que ela havia salvado, uma situação parecida com que teve com Teresa anos antes. 

   Claire não foi só salva por Teresa como também teve seu sangue fundido ao seu corpo após sua morte violenta pelas mãos da número 2 da mesma época, Priscila, uma Claymore muito jovem que demonstrou um imenso Yoki que mal pôde conter e acabou despertando após ultrapassar seu limite de uso de poder. Com o objetivo de ter Teresa dentro de si, Clare procura um homem da Organização decidindo se tornar uma guerreira com o desejo pessoal de se tornar forte o bastante para matar Priscila, agora um Ser Desperto, denominação dada a Claymores excepcionais que acabam despertando a totalidade de seus poderes. Por serem híbridos de seres humanos com Youmas, as Claymores possuem uma limitação no uso de seus poderes, ao ultrapassá-la se torna difícil manter a consciência e uma sensação prazerosa, semelhante ao orgasmo sexual segundo a própria obra, toma conta dos 5 sentidos fazendo a transformação ser quase inevitável.

   Claire passa por muitas aventuras, criando vínculos com guerreiras que foram cruzando seu caminho durante a história, ela acaba fazendo parte de uma tentativa de golpe por parte das Claymores contra a Organização. A conspiração surgiu por Mirian, número 6 da época de Claire, a primeira a teorizar e sustentar suspeitas para com a Organização. Durante um período de 7 anos Claire fica separada de Raki, e seus interesses amadurecem dando início a um interesse mais amoroso e menos fraternal. Esses 7 anos foram cruciais na série para que uma nova geração de Claymores surgisse o que trouxe mais fôlego para a trama que começava a se tornar mais previsível. O confronto de uma geração que buscava destruir a Organização, e por uma disposta a lutar pela Organização, trouxe novos elementos e novas revelações obscuras sobre as verdadeiras intenções da Organização.

   O desfecho da história, e os arcos extraordinários de algumas personagens são as maiores glórias da obra, contudo há repetições de promessas que cansam o leitor, e discursos que parecem ter sidos inseridos só pra fazerem volume na obra, já que não se caracterizam com outros momentos da história e deixam a leitura cansativa e por vezes previsível. Um pouco de mistério é sempre bom para não encerrar definitivamente uma obra tão extensa quanto Claymore, mas algumas pontas soltas desapontam fãs mais exigentes que esperavam um pouquinho mais do desfecho. Tirando essas infelicidades do roteiro, Claymore merece sua leitura, é uma aventura em ambiente medieval com elementos bem interessantes cheia de revelações obscuras.

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